Você conhece os tipos de e-commerce? E-commerce não é tudo igual. Entenda as diferenças de uma vez por todas!

Por Pablo Ribeiro

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O comércio online brasileiro movimenta bilhões de reais. A previsão para 2019, segundo a empresa de mensuração e análise de dados E-bit Nielsen, é de 61,2%, crescendo 15%. Comprar e vender pela internet é uma prática completamente naturalizada para muita gente e principal escolha de pessoas que planejam empreender.

O que muitas pessoas ainda não sabem é que existem diferentes tipos de comércio eletrônico. Essa categorização é realizada levando em consideração critérios como o perfil de quem compra e de quem vende, além do tipo de canal pelo qual as vendas acontecem. Isso sem falar nos inúmeros nichos que já possuem loja virtual: produtos e serviços para todos os fins e todos os públicos.

Tipos de comércio eletrônico: conheça as diferenças

E-commerce é todo processo de compra e venda realizado integralmente no ambiente digital. Em comum entre todos eles, estão a praticidade, a mobilidade e a rapidez. A partir dessa definição, vamos entender quais são as diferenças entre os e-commerces. Acompanhe:

B2B – Business to Business

Nessa categoria, encontram-se os e-commerces especializados no comércio entre empresas. A principal característica desse tipo de e-commerce é a maior complexidade da operação, quando comparada a uma loja online que vende produtos ou serviços para um cliente final pessoa física. Em geral, as transações de um comércio eletrônico B2B são maiores quanto ao número de itens e ao valor dos pedidos e podem, inclusive, estipular valores mínimos para compra ou tabelas de preço diferenciadas para cada tipo de cliente. A logística de um e-commerce B2B também requer uma maior estruturação, já que o volume das entregas costuma ser maior. Os principais nichos de B2B no e-commerce são venda para consumo, para revenda, para indústria, para franquias e venda MRO (manutenção, reparo e operações). Mas tudo indica que, em um futuro próximo, esse mercado se desenvolva ainda mais.

B2C – Business to Costumer

O tipo de e-commerce mais popular na rede tem foco na venda para pessoas físicas, assim como uma loja de shopping. Outra semelhança com as lojas físicas é a necessidade de expor o produto, o que no e-commerce é feito através de fotos e vídeos. É principalmente através de imagens que o consumidor obtém as informações que precisa para tomar a decisão de compra.

O e-commerce B2C pode ser o único ponto de venda de uma marca ou existir em paralelo com uma loja física. Nesses casos, é possível fazer a integração entre os canais, como já explicamos aqui no blog.

C2C – Costumer to Costumer

Não, você não leu errado! É possível realizar transações comerciais entre dois clientes (pessoas físicas). Plataformas como Mercado Livre, E-bay e Enjoei são bons exemplos dessa prática. As vendas são intermediadas por empresas, que ganham uma comissão ou uma taxa em cima de cada venda efetuada. A participação do dono do site é bastante limitada: geralmente o e-commerce C2C não se responsabiliza pelos produtos anunciados, seus valores e descrições.

C2B – Costumer to Business

Nessa modalidade, o espaço fica aberto para os clientes oferecerem seus serviços às empresas, mais ou menos como um leilão invertido. Funciona mais ou menos assim: uma pessoa física anuncia em uma plataforma seus produtos ou serviços e as empresas interessadas podem pagar pelo que está sendo oferecido. O exemplo mais comum de e-commerce C2B são os bancos de imagens, onde os fotógrafos expõem suas fotos sob licenças que podem permitir o uso comercial.

B2G – Business to Government

O e-commerce B2G é aquele onde ocorrem transações comerciais entre empresas e governos ou entidades de administração pública, sendo conhecido também como B2A. A principal diferença entre essa modalidade e as outras são as exigências governamentais, como licitações públicas, para que o e-commerce possa operar.

Quando a diferença está no canal

Existe um outro modo de classificar os e-commerces, que não leva em conta os personagens envolvidos na transação, mas sim o canal por onde ela acontece. Olha só:

M-commerce

Segundo o e-bit, 27% das compras feitas em e-commerces em 2017 foram realizadas a partir de um dispositivo móvel, como um celular ou tablet. De olho nesse mercado, muitas empresas investem não só em um design responsivo, mas também em soluções como aplicativos, que facilitam ainda mais a vida do usuário ao mesmo tempo que mantém o acesso à loja sempre a um toque de distância. Estamos falando de Mobile Commerce!

S-Commerce

Aqui, são as redes sociais que ditam as regras. Você já deve saber que o Instagram vem facilitando cada vez mais a vida dos lojistas ao incorporar funções que mostram o preço das peças e direcionam o consumidor para a loja praticamente sem sair do aplicativo. O Facebook e o Pinterest também são redes que fazem do Social Commerce uma tendência absoluta.

T-Commerce

As SmartTVs também são gadgets com grande potencial de venda. O Tv Commerce ainda não é muito popular no Brasil, mas a ideia é que o consumidor possa comprar o produto que vê na tela – em um comercial ou programa – sem precisar de uma outra tela. Preparado para o futuro?


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